sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dá Que Pensar...


Parábola da felicidade



Após uma caminhada exaustiva pelo campo, os quatro amigos sentaram-se à beira do caminho, debaixo da sombra de uma velha árvore. Era a única árvore numa plantação de melancias. Era como se representasse, com dignidade a espécie das árvores, num planeta onde alguns humanos não importam em destruí-las em nome de um progresso duvidoso.
Aquele era o local preferido dos rapazes - melancias à vontade! Aquele dia era especial... terminaram o curso e, provavelmente, seria a última vez que caminhariam juntos. Embora nem admitissem, estavam conscientes do momento e não perceberam o estranho brilho pairando sobre a copa da árvore.
Não fiquem tristes, nós nos veremos novamente...
Os amigos se entreolharam, espantados.
Quem disse isso? perguntou Eduardo, intrigado.
A voz era suave e nem parecida com nenhum deles.
- Ouvi! confirmou Pedro.
- Parece que veio lá de cima.
- Também escutei! disse Silas.
- Estranho! comentou António. Acho que apanhamos sol demais pelo caminho.
- Ei! exclamou Silas. Vocês estão notando uma luz estranha no alto da árvore?
Todos olharam para cima.
- É verdade. Vai ver é um disco voador!
Escutaram a voz novamente:
- Não é brincadeira! Eu posso atender um pedido de cada um de vocês para que sejam felizes...
O susto foi grande. Uma árvore falante! Árvores não falam! Ou falam? O conhecimento científico, impõe-se de maneira preponderante, de tal forma que acabamos por crer apenas no que conseguimos pesar, medir, reduzir, ao mesmo tempo que passamos a recusar tudo o que não se enquadre nesses experimentos científicos.
- Vo... você é um tipo de árvore da felicidade? perguntou António.
- Não importa agora. Façam logo os seus pedidos...
- Quero ser o homem mais rico do mundo! falou António, superando os instantes de incredulidade. Ninguém consegue ser feliz sem dinheiro.
Silas pediu:
- Quero ser o homem mais amado do mundo, já que dinheiro não traz felicidade.
Eduardo falou:
- Eu quero ser muito inteligente! E também jovem! Juventude e inteligência são, sem dúvida, as maiores felicidades.
Pedro pediu:
- Eu quero ser o homem mais famoso, com glória.
E todos riram. Rapidamente a copa da árvore mudou de cor, soltou um estranho zunido e, por fim, subiu velozmente para o céu, deixando um rastro luminoso e os quatro amigos boquiabertos. O tempo passou... Cada um seguiu o seu caminho. Conforme pediram, os seus desejos foram realizados, embora não tivessem conseguido a tão ansiada felicidade...
António tornou-se o homem mais rico, graças a uma estranha sorte no mundo dos negócios. Acumulara fortuna, mas a riqueza só lhe trouxe problemas. Nunca tinha certeza se as pessoas que conviviam ao seu redor estavam interessadas nele ou na sua fortuna, e por isso ia tornando-se taciturno, entediado, egoísta, isolando-se de todos. Só saía protegido por guarda-costas, com medo de sequestros.
Silas, por sua vez, era muito amado. Ainda que fizesse as piores maldades, seus fanáticos admiradores sorriam para ele e adoravam-no. Mas sentia-se muito só. Não fazia diferença como tratava as pessoas: o resultado era o mesmo. Tinha muitas mulheres, mas não amava nenhuma. O amor das pessoas, sem que fizesse nada para conquistá-lo, tornou-o cruel e perverso. Sentia prazer em maltratar as pessoas.
Eduardo permanecia jovem e inteligente. Era requisitado para palestras pelo mundo todo. Governantes solicitavam a sua sabedoria. Mas era infeliz e solitário. Era alvo constante da inveja das pessoas. Coisas simples como sair à rua ou ter amigos, era impossível agora. Vivia recluso, para evitar os jornalistas e a milhares de convites para apresentações em público.
António, Silas e Pedro viam a morte como libertadora de tanta infelicidade e frustração. Para Eduardo, sempre jovem, pensava ele mesmo dar fim a sua vida infeliz.
1990... 1996... 2000... 2003... 2008...Embora nunca mais se tivessem encontrado depois daquele dia, os quatro mantinham o hábito de olhar o céu em noites estreladas, à procura de um estranho brilho esverdeado. Um dia, os quatro largaram tudo e fugiram. Viram-se novamente no local da velha árvore.
- Fomos enganados. Mas o que podemos fazer agora? E choraram, abraçados um ao outro.
- Foram vocês que escolheram assim!
- A voz! Maldita! Maldita! Você nos enganou com a sua conversa de felicidade! esbravejou Pedro.- Vocês se enganaram. Todos sempre se enganam, quando acham que para ser feliz é preciso alguma condição como dinheiro, inteligência, juventude, amor ou glória...
- Pelo amor de Deus! Filosofia barata não! Já estou farto de conselhos! falou António. Você prometeu felicidade, mas hoje, olhe para nós: somos os homens mais infelizes do mundo!
- Vocês quiseram ser felizes. Fizeram seus pedidos e foram atendidos. Mas esqueceram que a FELICIDADE NÃO PODE SER POSSUÍDA... TEM QUE SER CONQUISTADA, ASSIM COMO O AMOR E A LIBERDADE. Cada pessoa sobre a Terra é um ser único e imprevisível. Não existem fórmulas ou soluções que sirvam para todos. Cada um precisa escolher o seu próprio caminho e o seu jeito de caminhar! Vocês terão uma nova oportunidade...
- E como será essa nova oportunidade? perguntou Pedro. Mas não ouviram resposta. De novo o rastro prateado confundiu-se com o brilho das estrelas.
- Já é noite! surpreendeu-se Silas. Mas como? Será que dormimos os quatro ao mesmo tempo? Eram novamente jovens, ainda cansados pela caminhada, a última que faziam como internos do colégio.
- Engraçado... aconteceu alguma coisa que não me consigo lembrar...disse António. Os quatro levantaram-se e já iam pôr-se a caminho, quando António reparou num pedaço de papel esverdeado pregado na árvore.
- Um bilhete! E é para nós! verificou Silas. Ninguém sabia quem tinha deixado aquilo. O bilhete tinha escrito:

AMIGOS QUERIDOS,
Ninguém precisa de riqueza, poder, fama, juventude, inteligência, ou qualquer outra coisa para ser feliz. A felicidade não pode ser comprada. Ela é fruto do nosso compromisso com a paz, a justiça, a alegria, o equilíbrio entre os seres do planeta, pois não é só a nossa felicidade que importa, mas a dos que virão depois de nós e de nossos filhos. Ser feliz é isso: aproveitar intensamente este presente cotidiano – A VIDA - vivê-la plenamente e permitir que os outros também façam o mesmo. Afinal, vivemos um dia de cada vez e quem deixa o seu tempo presente preocupado com o que ainda não aconteceu ou angustiado pelo que já passou, perde a oportunidade de ser feliz AQUI E AGORA e, um dia, sem que se saiba quando, será tarde para voltar atrás. No caminho de volta, entre milhares de estrelas, havia agora um brilho esverdeado, cuja luz parecia ter compartilhado daquele estranho acontecimento...

Dá que pensar...

Uma Música Para Ti



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Histórias Com Moral


Máscara do Sorriso



Na China Antiga, existia um homem chamado Wong, que se sentia hostilizado pelas pessoas da pequena aldeia onde morava.
Certo dia o senhor Wong foi visitar o sábio da região e então desabafou:
- Cumpro as minhas obrigações para com os deuses, sou um bom cidadão, um exemplar chefe de família, vivo praticando a caridade... Por que as pessoas não gostam de mim?
A resposta do mestre foi simples. Embora o senhor Wong fosse caridoso, o seu rosto sério levava a todos uma conclusão diferente. Embora ele fosse muito rico, era pobre de "alegria" e "cordialidade" e, por outro lado, nunca sorria, embora ajudasse as pessoas.
O sábio deu ao senhor Wong uma máscara sorridente que se ajustava perfeitamente ao seu rosto. Advertiu-o, entretanto, de que se algum dia a tirasse do rosto, não conseguiria recolocá-la. No primeiro dia em que Wong saiu à rua, todos começaram a cumprimentá-lo e em pouquíssimo tempo já estava cheio de amigos. Mas, um dia, chegando à conclusão que as pessoas não gostavam dele, mas da máscara, pensou: é preferível ser hostilizado, a ser estimado por uma máscara falsa. Foi até ao espelho e retirou a máscara sorridente. Mas para sua surpresa... o seu rosto tornara-se também sorridente, assumira as expressões e o sorriso da máscara...

"O que você é internamente é uma consequência do que você mostra externamente"

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sábado, 20 de junho de 2009

Um Poema Para Ti II


No silêncio da noite...



Entre beijos e carícias, no silêncio da noite,
trocamos confidências, aos ouvidos, um
do outro.

São coisas só nossas, bastando um olhar
sequer, para que logo, entendamos, a sua
profunda dialéctica.

Toca o relógio de cuco… mia o gato.
E em perfeita afeição, nos entregamos,
entre o calor, de nossos corpos apaixonados.

Como uma só pessoa, a tudo, que nos rodeia,
indiferente, sensivelmente, passo os meus
dedos, pelos teus olhos fechados.

E sentindo o cheiro, de teu corpo, aberto em
flor, tua beleza deitada, em total abandono,
chama por mim.

E deitando-me a teu lado, olhos nos olhos,
sorrimos, deixando escapar a palavra: amor!

Um Poema Para Ti


Lado a lado...



Teus olhos beijando, leve toque de lábios;
minha respiração no teu pescoço;
num corpo adormecido e tranquilo,
sonhando, quiçá, com novos amanhãs;
do frio te cubro, aconchegando teus braços nus.

Deixas escapar um sorriso, qual o de uma menina,
que se soubesse protegida e amada,
pela paixão, que só um homem lhe devotasse,
em cada gesto tido, no desejar o seu bem estar.

Contemplando, na beira da cama, a beleza
de teu rosto inocente, branco como a neve,
mais é minha a certeza, de que nasci para te servir,
hoje, ontem e sempre, recíproca ao amor,
que sempre te deixo, por minha pessoa apaixonada.

Um pequeno lustre ilumina-te, enquanto dormes.
E se pelo calor da roupa da cama, se pelo sonho,
mais movimentado, descobres teu corpo, que em
fantasias me perde completamente, não deixando
eu de olhar, essa tua pele macia e sedutora.

Entretanto a primeira luz, da manhã, sem pedir
licença, entra no quarto, iluminando os teus olhos,
indo despertar nos meus, que te velaram, noite fora.

Vendo-me, chamas-me para ti. E a teu lado me deito.
E como dois enamorados, entregamo-nos,
um ao outro, e, todo o amor, se revela,
na maior das belezas, entre um homem e uma mulher,
que se amam e respeitam.

Esta É Para Mim



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Dá Que Pensar...


Síndrome de Procusto



Na mitologia grega, um gigante chamado Procusto convidava pessoas para passarem a noite na sua cama de ferro. Mas havia uma armadilha nesta hospitalidade: ele insistia que os visitantes coubessem, com perfeição, na cama. Se eram muito baixos, ele esticava-os; se eram altos, cortava as suas pernas.
Por mais artificial que isto possa parecer, será que não gastamos um bocado de energia emocional tentando alterar ou "enquadrar" outras pessoas de formas diversas, embora menos drásticas?
Esperamos, com frequência, que os outros vivam segundo os nossos padrões e ideais, ajustando-se aos nossos conceitos de como eles deveriam ser. Ou então, assumimos a responsabilidade de torná-los felizes, bem ajustados e emocionalmente saudáveis.
A verdade é que grande parte dos atritos que existem nos relacionamentos acontecem quando tentamos impor nossa vontade aos outros - quando tentamos administrá-los e controlá-los.
De tempos em tempos, em graus variados, assumimos responsabilidades que não nos pertencem. Tentamos dirigir a vida das outras pessoas, com a intenção de influenciar tudo, desde a dieta até a escolha de roupas, decisões financeiras e profissionais. Tomamos partido e ficamos excessivamente envolvidos, até encontramos ou criamos problemas onde não existem para poder criticar e oferecer conselhos.
É preciso entender que ninguém muda até que deseje fazê-lo, esteja disposto a mudar e pronto, para tomar as atitudes necessárias para efetuar a mudança. É por este motivo que o resultado de nosso "procustianismo" é, contudo, sempre o mesmo. Estamos destinados a fracassar em nossos esforços para controlar ou modificar alguém, não importa o quanto sejam nobres nossas intenções. E estamos destinados a terminar num turbilhão - frustrados, ressentidos e cheios de auto-piedade.
E o que dizer das pessoas que tentamos orientar? Por outro lado, mostramos falta de respeito por seus direitos como indivíduos, privando-as da oportunidade de aprender através de suas próprias escolhas, decisões e erros. Em resumo, o nosso relacionamento com aqueles com os quais declaramos preocupar-nos profundamente torna-se desarmonioso e forçado.
Permita que os outros vivam a sua vida, enquanto vivemos a nossa - viva e deixe viver.

Uma Música Para Ti



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Histórias Com Moral

O Poço e a Pedra


Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um homem jovem de grande estatura e com olhos muito tristes.
Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia fazer algo por ele.
O homem baixou os olhos e murmurou envergonhado:
-"Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto dos meus pais e dos meus amigos. Como quem afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então deste sofrimento, dessa angústia!"- pediu ajoelhando-se.
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse:
-"Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?"
Com uma expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu:
-"Sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima."
O monge sorrindo aceitou a ideia e logo de seguida encontrava-se dentro do poço.
Pouco depois, veio a voz do monge:
-"Pode puxar!"
O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir.
Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início
Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo.
Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.
Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado:
-"Mas o que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira! Está escurecendo, logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo."
De lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando:
-"Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue puxar-me se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo consigo. Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas ideias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada."

Tudo depende de si. Somente você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai se soltar. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas ideias negativas que o vêm mantendo no fundo do poço.
Desprenda-se e liberte-se.

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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Um Poema Para Ti II


Perdão sem desculpa...




Quem não diz, de seus sentimentos,
é asa que voa e cai no mar.
Naturalmente, que as pessoas, não podem
adivinhar, o que sentimos, ou o que temos para
dizer, se não dissermos, o que nos atormenta,
levando em conta, de que, do outro lado, há
uma obrigação, em nos entender, por meias palavras.



É então, que nasce, nosso ser, já meio perdido.
E, não há pior, comportamento, do que exigir, dos
outros, um qualquer sentimento, de culpa,
quando sentimos fugir, por entre nossas mãos,
a corda, à qual, nos agarramos, enquanto a morte,
nos espera, sempre pelo lado mais fraco:
a sensibilidade, que nos vive, à flor da pele.


Entendo, que, cada um, se expresse, da melhor
maneira que sabe, para que dessa forma, se faça
entender. Mas, como o vento, assim a brisa, que, a
nosso rosto, ousou tocar, e, subitamente, partir,
deixando-nos, de lágrimas nos olhos, e, na
garganta, a palavra: sem ter, porque dizer.


No entanto, na maior parte, das vezes, basta um
marulhar de ondas, sentir a água do mar, nossos
pés descalços, mar a dentro, e, alguém correndo,
chamando pelo nosso nome, braços abertos,
num encontro, peito com peito, coração com coração,
e, uma só palavra, «amo-te», sussurrada, ao ouvido.

Esta É Para Mim



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Um Poema Para Ti


É por isto que tu és diferente...



Da pródiga natureza, faço meu caminho.
Um caminho sereno, onde nasceu um dia
o amor, que eu agora colho, em cada flor
silvestre, respirando seu fulgor, que tudo
asperge, à sua passagem.

Lembro-me, reconfortado, que tu, és a
própria natureza, onde te fui descobrir um
dia, correndo livre, pelas planícies, e,
chamando-te, perguntei-te, como era isso,
de ser livre, tendo o algoz da cidade já ali.

Sorriste para mim, qual sorriso, de criança,
baixando levemente o olhar, e, respondeste,
que embora tenhas de viver, entre dois mundos,
não esqueces tuas origens, que tudo à tua volta
é a natureza em sim, como os jardins que urdes.

E é por isso, meu amor, que tu és diferente, no
trato com as pessoas, na humildade para com
cada uma, sempre pronta a ajudar, quem de ti
precisa, pois, qual xamã, a natureza é contigo e
não te falta uma palavra viva, para com os outros.

E assim, sempre que me embrenho, entre flores
e árvores, deliciando-me com o vislumbre, dos
animais, recordo a tua face corada, cheia de vida,
para dar e oferecer, e, sem que o esperássemos,
demos as mãos, num pacto, pra toda a eternidade.

Mais Uma Para Ti



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Dá Que Pensar...


As Bananas



Um viajante resolveu passar algumas semanas num mosteiro do Nepal.
Certa tarde, entrou num dos muitos templos do mosteiro, e encontrou um monge, sorrindo, sentado no altar.
- Por que o senhor sorri ? - perguntou ao monge.
- Porque entendo o significado das bananas - disse o monge, abrindo a bolsa que carregava, e tirando uma banana podre de dentro. - Esta é a vida que passou e não foi aproveitada no momento certo, agora é tarde demais.Em seguida, tirou da bolsa uma banana ainda verde.Mostrou-a e tornou a guardá-la.
- Esta é a vida que ainda não aconteceu, é preciso esperar o momento certo - disse.
Finalmente, tirou uma banana madura, descascou-a, e dividiu-a com meu amigo, dizendo :
- Este é o momento presente.Saiba vivê-lo sem medo.

O mesmo se aplica a todos nós. Há que saber viver o presente!

Uma Música Para Ti



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Histórias Com Moral


O Cavalinho



Certa tarde o pai saiu para um passeio com as duas filhas, uma de oito e a outra de quatro anos. A certa altura da caminhada, Helena, a filha mais nova, pediu ao pai que a carregasse, pois estava muito cansada para continuar andando. O pai respondeu que estava também muito cansado, e diante da resposta, a menina começou a choramingar e a fazer "corpo mole". Sem dizer uma só palavra, o pai cortou um pequeno galho de árvore e entregou-o à Helena dizendo :
- Olha aqui um cavalinho para tu montares, filha ! Ele irá ajudar-te a seguir em frente.
A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde tão rápido, que chegou em casa antes dos outros. Ficou tão encantada com seu cavalo de pau, que foi difícil fazê-la parar de galopar.
A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai como entender a atitude de Helena. O pai sorriu e respondeu dizendo :
- Assim é a vida, minha filha. Às vezes a gente está física e mentalmente cansado, certo de que é impossível continuar. Mas encontramos então um "cavalinho" qualquer que nos dá ânimo outra vez. Esse cavalinho pode ser um bom livro, um amigo, uma música... assim, quando tu te sentires cansada ou desanimada, lembra-te de que sempre haverá um cavalinho para cada momento, e nunca te deixes levar pela preguiça ou pelo desânimo. E Sorri!!!...
A mais completa perda de tempo de todos os dias é aquela na qual tu não sorriste nem uma vez !

Não se esqueçam do vosso "cavalinho".
Um bom fim-de-semana para todos!

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Mundo Está Louco


Depois da política do filho único, cidade chinesa limita 1 cão por casa


Na imagem Chineses passeiam com os seus cães nas ruas de Guangzhou, na província de Guangdong.
Guangzhou começa no dia 1º de julho a implementação da política que vai limitar o número de cães na cidade.
Cada casa poderá contar com apenas um cão de estimação.

Cartoon do Dia

Mania das grandezas...






Um Poema Para Ti II


Louco por ti...



Verto mais que Palavras,
verto o corpo
e até a própria Alma!
Um corpo imaculado,
um corpo Teu,
onde dançaste,
perdidamente
perdida na última noite!
Ainda que nada fosse,
nem restassem cores
e o mundo se vestisse de dores,
tudo faria sentido,
porque Tu És!!
Por isso verto-me aos Teus Pés!
...Porque o meu ser
Te deixa louca,
Te deixa a voz trémula e rouca,
eu, que por Ti estou enlouquecido
e de mim mesmo, sou esquecido,
porque na minha loucura,
apenas desejo a Mulher-Louca,
que me planta Sorrisos na boca
e arrepios na Alma!
Sê Louca,
como eu sou Louco por Ti!
Ainda ontem enlouqueci...
e já me sinto,outra vez,
louco por Ti!

Esta É Para Mim



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Um Poema Para Ti


Talvez para sempre...




Eu estarei aqui

Sempre á tua espera

À espera de ser feliz

E de não ser aquilo que era...

As palavras são tuas

E a semente é um facto

Enquanto o sol brilhar

Fazer desta vida o prato

O requinte de um olhar

E tudo ou nada será...

Um simples amor perdido

Falar senão pensar que fará

Este amor não será esquecido...

E Deus sabe que estou tão longe

De saber o que está perto...

Preciso de fechar os olhos

Para saber o que está certo

Esquecer a solidão e a saudade

Saber provar a mim mesmo

Que não quero lembrar mais

Em toda a felicidade que perdi

Sem pensar que a maior felicidade

É a provada pelos demais...

Com uma dor fundo no peito

Isto te vou dizer

Que não me queiras

Eu aceito

Mas sei que nunca me irás esquecer...

Porque eu te quero

Sem te querer prometer

Que a minha maior ilusão

Era querer-te até morrer

Mas dizer-te adeus será melhor...

Acho que nada mais tenho a fazer

Disse tudo o que devia de um Amor

Impossível de esquecer....

Dá Que Pensar...



Marcas no Coração



Um jovem estava no centro da cidade, proclamando ter o coração mais belo da região.
Uma multidão cercou-o e todos admiraram o seu coração.Não havia marca ou qualquer outro defeito. Todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto.
O jovem ficou muito orgulhoso pelo seu belo coração. De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse:
- Por que o coração do jovem não é tão bonito quanto o meu?
A multidão e o jovem olharam para o coração do velho, que estava batendo com vigor, mas tinha muitas cicatrizes. Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não encaixavam direito, causando muitas irregularidades. Em alguns pontos do coração, faltavam pedaços.
O jovem olhou para o coração do velho e disse:
- O senhor deve estar brincando... compare os nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!
- Sim, - disse o velho. - olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja, cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas. Muitas delas deram-me também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no meu, mas, como os pedaços não eram exatamente iguais, há irregularidades. Mas eu as estimo, porque me fazem lembrar do amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não me retribuiu. Por isso, há buracos. Eles doem. Ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas... um dia espero que elas retribuam, preenchendo esse vazio. E aí, meu jovem? Agora você entende o que é a verdadeira beleza?
O jovem ficou calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ele aproximou-se do velho. Tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu ao velho, que retribuiu o gesto. O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, mas mais belo que nunca.
Os dois deram um grande abraço e saíram caminhando lado a lado.

Como deve ser triste passar a vida com o coração intacto...