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terça-feira, 30 de junho de 2009

Histórias Com Moral


O Vestido Azul



Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma menina muito bonita.
Ela frequentava a escola local. A sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre andava suja. A suas roupas eram muito velhas e maltratadas.
O professor ficou penalizado com a situação da menina.
"Como é que uma menina tão bonita, pode vir para a escola tão mal arrumada?".
Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu comprar-lhe um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul.
Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que a sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a dar-lhe banho todos os dias, pentear os seus cabelos, arranjar as suas unhas.
Quando acabou a semana, o pai disse: "mulher, tu não achas uma vergonha que a nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal arrumares a casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e plantar um jardim."
Logo mais, a casa se destacava na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e criatividade.
Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado. Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem mereciam um auxílio das autoridades. Foi à câmara expor as suas ideias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro.
A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.
E tudo começou com um vestido azul.
Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu a sua parte. Fez o primeiro movimento que acabou fazendo que outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias.

Será que cada um de nós está fazendo a sua parte no lugar em que vive?
Por acaso somos daqueles que somente apontamos os buracos da rua, as crianças à solta mal vestidas e a violência?
Lembremos que é difícil mudar o estado total das coisas. Que é difícil limpar toda a rua, mas é fácil varrer a nossa calçada.
É difícil reconstruir um planeta, mas é possível dar um vestido azul.
Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários, quando endereçadas no momento próprio e com bondade.
Você acaba de receber um lindo vestido azul.
Faça a sua parte.
Ajude-nos a melhorar o sitio onde vivemos!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Histórias Com Moral


Máscara do Sorriso



Na China Antiga, existia um homem chamado Wong, que se sentia hostilizado pelas pessoas da pequena aldeia onde morava.
Certo dia o senhor Wong foi visitar o sábio da região e então desabafou:
- Cumpro as minhas obrigações para com os deuses, sou um bom cidadão, um exemplar chefe de família, vivo praticando a caridade... Por que as pessoas não gostam de mim?
A resposta do mestre foi simples. Embora o senhor Wong fosse caridoso, o seu rosto sério levava a todos uma conclusão diferente. Embora ele fosse muito rico, era pobre de "alegria" e "cordialidade" e, por outro lado, nunca sorria, embora ajudasse as pessoas.
O sábio deu ao senhor Wong uma máscara sorridente que se ajustava perfeitamente ao seu rosto. Advertiu-o, entretanto, de que se algum dia a tirasse do rosto, não conseguiria recolocá-la. No primeiro dia em que Wong saiu à rua, todos começaram a cumprimentá-lo e em pouquíssimo tempo já estava cheio de amigos. Mas, um dia, chegando à conclusão que as pessoas não gostavam dele, mas da máscara, pensou: é preferível ser hostilizado, a ser estimado por uma máscara falsa. Foi até ao espelho e retirou a máscara sorridente. Mas para sua surpresa... o seu rosto tornara-se também sorridente, assumira as expressões e o sorriso da máscara...

"O que você é internamente é uma consequência do que você mostra externamente"

sábado, 20 de junho de 2009

Histórias Com Moral

O Poço e a Pedra


Um monge peregrino caminhava por uma estrada quando, do meio da relva alta, surgiu um homem jovem de grande estatura e com olhos muito tristes.
Assustado com aquele aparecimento inesperado, o monge parou e perguntou se poderia fazer algo por ele.
O homem baixou os olhos e murmurou envergonhado:
-"Sou um criminoso, um ladrão. Perdi o afeto dos meus pais e dos meus amigos. Como quem afunda na lama, tenho praticado crime após crime. Tenho medo do futuro e não sinto sossego por nenhum instante. Vejo que o senhor é um monge, livre-me então deste sofrimento, dessa angústia!"- pediu ajoelhando-se.
O monge, que ouvira tudo em silêncio, fitou os olhos daquele homem e alguns instantes depois disse:
-"Estou com muita sede. Há alguma fonte por aqui?"
Com uma expressão de surpresa pela repentina pergunta, o jovem respondeu:
-"Sim, há um poço logo ali, porém nele não há roldana, nem balde. Tenho aqui, no entanto, uma corda que posso amarrar na sua cintura e descê-lo para dentro do poço. O senhor poderá tomar água até se saciar. Quando estiver satisfeito, avise-me que eu o puxarei para cima."
O monge sorrindo aceitou a ideia e logo de seguida encontrava-se dentro do poço.
Pouco depois, veio a voz do monge:
-"Pode puxar!"
O homem deu um puxão na corda empregando grande força, mas nada do monge subir.
Era estranho, pois parecia que a corda estava mais pesada agora do que no início
Depois de inúteis tentativas para fazer com que o monge subisse, o homem esticou o pescoço pela borda, observou a semi-escuridão do interior do poço para ver o que se passava lá no fundo.
Qual não foi sua surpresa ao ver o monge firmemente agarrado a uma grande pedra que havia na lateral.
Por um momento ficou mudo de espanto, para logo em seguida gritar zangado:
-"Mas o que é isso? O que faz o senhor aí? Pare já com essa brincadeira! Está escurecendo, logo será noite. Vamos, largue essa rocha para que eu possa içá-lo."
De lá de dentro o monge pediu calma ao rapaz, explicando:
-"Você é grande e forte, mas mesmo com toda essa força não consegue puxar-me se eu ficar assim agarrado a esta pedra. É exatamente isso que está acontecendo consigo. Você se considera um criminoso, um ladrão, uma pessoa que não merece o amor e o afeto de ninguém. Encontra-se firmemente agarrado a essas ideias. Desse jeito, mesmo que eu ou qualquer outra pessoa faça grande esforço para reerguê-lo, não vai adiantar nada."

Tudo depende de si. Somente você pode resolver se vai continuar agarrado ou se vai se soltar. Se quer realmente mudar, é necessário que se desprenda dessas ideias negativas que o vêm mantendo no fundo do poço.
Desprenda-se e liberte-se.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Histórias Com Moral


O Cavalinho



Certa tarde o pai saiu para um passeio com as duas filhas, uma de oito e a outra de quatro anos. A certa altura da caminhada, Helena, a filha mais nova, pediu ao pai que a carregasse, pois estava muito cansada para continuar andando. O pai respondeu que estava também muito cansado, e diante da resposta, a menina começou a choramingar e a fazer "corpo mole". Sem dizer uma só palavra, o pai cortou um pequeno galho de árvore e entregou-o à Helena dizendo :
- Olha aqui um cavalinho para tu montares, filha ! Ele irá ajudar-te a seguir em frente.
A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde tão rápido, que chegou em casa antes dos outros. Ficou tão encantada com seu cavalo de pau, que foi difícil fazê-la parar de galopar.
A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai como entender a atitude de Helena. O pai sorriu e respondeu dizendo :
- Assim é a vida, minha filha. Às vezes a gente está física e mentalmente cansado, certo de que é impossível continuar. Mas encontramos então um "cavalinho" qualquer que nos dá ânimo outra vez. Esse cavalinho pode ser um bom livro, um amigo, uma música... assim, quando tu te sentires cansada ou desanimada, lembra-te de que sempre haverá um cavalinho para cada momento, e nunca te deixes levar pela preguiça ou pelo desânimo. E Sorri!!!...
A mais completa perda de tempo de todos os dias é aquela na qual tu não sorriste nem uma vez !

Não se esqueçam do vosso "cavalinho".
Um bom fim-de-semana para todos!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Histórias Com Moral


Abrindo a Porta



Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os para uma sala, que tinha um grupo de arqueiros num canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras.Nesta sala ele fazia-os ficar em círculo, e então dizia:
- Vocês podem escolher morrer flechados pelos meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
- Senhor, posso fazer-lhe uma pergunta?
- Diga, soldado - Respondeu o Rei.
- O que havia por trás da assustadora porta?
- Vá e veja.
O soldado abre então a porta vagarosamente, e percebe que à medida que o faz, raios de sol vão entrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha o seu rei que diz:
- Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar ?Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
Pense nisso...

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Histórias Com Moral


A Caixinha



Há muito tempo atrás, um homem castigou a sua filhinha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado.
O dinheiro andava escasso naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina envolvendo uma caixinha com aquele papel dourado e colocá-la debaixo da árvore de Natal.
Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menininha levou o presente ao seu pai e disse :
-"Isto é pra ti, paizinho !".
Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reação, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia.Gritou, dizendo :
-"Tu não sabes que quando se dá um presente a alguém, nós colocamos alguma coisa dentro da caixa ?
A pequena menina olhou para cima com lágrima nos olhos e disse :
-"Oh, Paizinho, não está vazia. Eu soprei beijos dentro da caixa. Todos para ti, Pai."
O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.
Dizem que a partir dai o homem guardou a caixa dourada ao lado da sua cama por anos e anos e sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que a sua filha havia posto ali.

De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós humanos temos recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos daqueles que nos amam...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Histórias Com Moral


Sentar-se à janela



Um jovem advogado, certo dia, deu-se conta de como as pequenas coisas são importantes na vida, e escreveu o seguinte:
Era criança quando, pela primeira vez, entrei num avião. A ansiedade de voar era enorme. Eu queria sentar-me ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até à decolagem. Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia.
Cresci, formei-me, e comecei a trabalhar. No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante. As reuniões em outras cidades e a correria obrigavam-me, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia.
No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, olhava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, apanhar a bagagem, etc.
O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse. Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, em acomodar-me rápido e sair rápido. As poltronas do corredor agora eram exigência. Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo.
Por um desses maravilhosos acasos do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível. O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona. Sem pensar concordei de imediato, agarrei no meu bilhete e fui para o embarque.
Embarquei no avião, acomodei-me na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar.
E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu. Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer. Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista.
Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, do meu casamento, do meu trabalho e convívio pessoal?
Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela janela da nossa vida. A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são os nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos. Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece. Ademais, pode ser que ao descer do avião da vida já não encontremos ninguém à nossa espera.

Pense nisso!
Se você também está num ritmo acelerado, pedindo sempre poltronas do corredor, para embarcar e desembarcar rápido e ganhar tempo, pare um pouco e reflita sobre aonde você quer chegar. O avião da nossa existência voa célere e a duração da viagem não é anunciada pelo comandante. Não sabemos quanto tempo ainda nos resta. Por essa razão, vale a pena sentar próximo da janela para não perder nenhum detalhe. Afinal, a vida, a felicidade e a paz são caminhos e não destinos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Histórias Com Moral


O seu cavalo pode voar!



Um poderoso rei condenou um humilde súbdito à morte.
O homem, prestes a ser executado, propôs e teve a concordância do rei, permiti-lo ensinar o seu cavalo real a voar. Caso não conseguisse, no prazo de um ano, então a sua sentença seria cumprida.
- Para que adiar o inevitável? Perguntou-lhe um amigo.
- Não é inevitável, ele respondeu: as hipóteses são quatro a um a meu favor. Dentro de um ano: o rei pode perder o trono; eu posso fugir; o cavalo pode fugir e ainda há a hipótese de eu ensinar o cavalo a voar.

Frequentemente vemo-nos diante de obstáculos difíceis e aparentemente impossíveis de transpor. Por mais que procuremos soluções, elas parecem não existir. O primeiro impulso convida-nos a desistir, mas é preciso que jamais esqueçamos que todas as coisas são possíveis!
Há alguns séculos costumava-se dizer que, o homem jamais poderia voar. "Se Deus quisesse que o homem voasse, teria-lhe dado asas." Porém, hoje, em poucas horas o homem atravessa um oceano e vai para outro continente! Assim como o súbdito de nossa história, aprendamos a olhar a situação com otimismo. Para cada possibilidade adversa, muitas favoráveis poderão ser encontradas, e, com muita fé e determinação, o que parecia impossível poderá tornar-se realidade.
Não esmoreça nunca! Mesmo que tudo indique o contrário, acredite: o seu cavalo pode voar!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Histórias Com Moral


O covarde, o corajoso e o ganancioso



Um homem que vivia perto de um cemitério, certa noite, ouviu uma voz que o chamava vinda de uma sepultura. Sendo covarde demais para, sozinho, investigar o que se passava, confiou o ocorrido a um corajoso amigo que, após estudar o local de onde saíra a voz, resolveu voltar, à noite, para ver o que aconteceria.
Anoiteceu. Enquanto o covarde tremia de medo, o seu amigo foi ao cemitério e ouviu a mesma voz saindo de uma sepultura. O amigo perguntou à voz quem era e o que desejava. A voz, vinda de baixo, respondeu :
-"Sou um tesouro oculto e decidi dar-me a alguém. Eu ofereci-me a um homem ontem à noite, mas ele era tão medroso que não me veio buscar; por isso dou-me a ti que és merecedor. Amanhã de manhã, irei a sua casa com meus sete seguidores."
O homem corajoso disse :
-"Estarei esperando por vocês, mas, por favor, diga-me como devo tratá-los."
A voz replicou :
-"Iremos vestidos de monge. Tenha uma sala pronta para nós, com água; lave o seu corpo, limpe a sala e tenha oito cadeiras e oito tigelas de sopa para nós. Após a refeição, você deverá conduzir cada um de nós a um quarto fechado, no qual nos transformaremos em potes cheios de ouro."
Na manhã seguinte, o homem lavou o corpo e limpou a sala, como lhe fora ordenado, e ficou à espera dos oito monges. À hora aprazada, eles apareceram, sendo cortesmente recebidos pelo homem. Depois de comerem a sopa, ele conduziu-os um por um ao quarto fechado, onde cada monge se transformou num pote cheio de ouro.
Um homem muito ganancioso que vivia naquela mesma aldeia, ao tomar conhecimento do incidente, desejou ter os potes de ouro. Para tal, convidou oito monges para virem até sua casa. Depois de eles comerem a refeição, o ganancioso, esperando obter o almejado tesouro, conduziu-os a um quarto fechado. Entretanto, ao invés de se transformarem em potes de ouro, os monges enfureceram-se e denunciaram o ganancioso à polícia que o prendeu.
Quanto ao covarde, quando ouviu que a voz da sepultura havia trazido riqueza ao seu corajoso amigo, foi até a casa dele e avidamente lhe pediu o ouro, insistindo que era seu, porque a voz foi dirigida primeiramente a ele. Quando o medroso tentou agarrar os potes, neles encontrou apenas cobras, erguendo as cabeças prontas para atacá-lo.
O rei, tomando conhecimento desse fato, determinou que os potes pertenciam ao homem corajoso, e proferiu a seguinte observação :
-"Assim se passa com tudo neste mundo. Os tolos cobiçam apenas os bons resultados, mas são covardes demais para procurá-los, e por isso, estão continuamente falhando."

Não desista. Vá à luta!!!

domingo, 7 de junho de 2009

Histórias Com Moral


O Encontro



Havia um pequeno menino que queria encontrar-se com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente, portanto encheu a sua mochila com alguns pasteis e um sumo, e começou a sua caminhada.
Andou cerca de 3 quarteirões e encontrou um velhinho sentando num banco da praça olhando os pássaros.
O menino sentou-se junto dele, abriu a sua mochila, e quando ia beber um pouco de sumo, ao olhar para o velhinho apercebeu-se de que ele estava com fome. Resolveu oferecer-lhe um pastel. O velhinho muito agradecido aceitou e sorriu ao menino.
O seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de novo, e ofereceu-lhe também o seu sumo. Mais uma vez o velhinho sorriu ao menino.
O menino estava muito feliz!
Ficaram sentados ali, sorrindo, comendo pastéis e bebendo sumo pelo resto da tarde sem sequer falarem um com outro.
Quando começou a escurecer o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas antes de sair ele despediu-se e deu um grande abraço ao velhinho.
O velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido.
Quando o menino entrou em casa, a sua mãe surpresa ao ver a felicidade estampada na sua face, perguntou:
-"O que fizeste hoje que te deixou tão feliz?"
Ele respondeu.
-"Passei a tarde com Deus" E acrescentou: "Sabes mãe, ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi."
Enquanto isso, o velhinho chegou em casa radiante, e o seu filho perguntou: -"Por onde andaste hoje que estás tão feliz?"
Ele respondeu.
-"Comi pastéis e bebi sumo no parque com Deus".
Antes que o seu filho pudesse dizer algo ele falou:
-"Você sabe que ele é bem mais jovem do que eu pensava?"

Nunca subestime a força de um sorriso, o poder de uma palavra, de um ouvido para ouvir, um honesto elogio, ou até um ato de carinho. Tudo isso tem o potencial de fazer virar uma vida. Por medo de diminuir deixamos de crescer. Por medo de chorar deixamos de sorrir!!!
Portanto sorria!

sábado, 6 de junho de 2009

Histórias Com Moral



A Casa dos Mil Espelhos



Há tempos atrás num distante e pequeno povoado, havia um lugar conhecido como a casa dos 1000 espelhos. Um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visita-lo. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com as suas orelhinhas bem levantadas e a cauda balançando tão rapidamente quanto podia. Para sua grande surpresa, deparou-se com outros 1000 pequenos e felizes cãezinhos, todos com as suas caudas balançando tão rapidamente quanto a dele. Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com 1000 enormes sorrisos.
Quando saiu da casa, pensou,
- Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre a este lugar.
Neste mesmo vilarejo, um outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu visitar a casa. Subiu lentamente as escadas e olhou através da porta. Quando viu 1000 olhares hostis de cães que lhe olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou horrorizado ao ver 1000 cães rosnando e mostrando os dentes para ele.
Quando saiu, ele pensou,
- Que lugar horrível, nunca mais volto aqui.

Todos os rostos no mundo são espelhos das nossas reações e atitudes.
Muitas vezes passamos a vida dizendo que aquela pessoa tem o nariz empinado, mas não percebemos que temos exactamente essa atitude com ela.
Quando julgamos, apontamos para o outro os seus erros e os seus defeitos e esquecemos os nossos próprios erros e imperfeições.
Até que ponto a visão que o outro tem de nós não é a mesma que a nossa?
Até que ponto não somos nós os culpados?
Pense nisso. Dê o primeiro passo!
Mostre aos outros o ser maravilhoso que você é.
Pare de apontar.
Pense nisso, tome uma atitude e seja feliz!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Histórias Com Moral


Algumas Gotas de Óleo Lubrificante



Num modesto quarto, o doente grave pedia silêncio. Mas a velha porta rangia nas dobradiças cada vez que alguém a abria ou fechava.
O momento solicitava quietude, mas não era oportuno para a reparação adequada.
Com a passagem do médico, a porta rangia, nas idas e vindas do enfermeiro, no trânsito dos familiares e amigos, a porta sempre a chiar, estridente.
Aquela situação trazia, ao enfermo e a todos os que lhe prestavam assistência e carinho, uma verdadeira guerra de nervos.
Contudo, depois de várias horas de incomodo, chegou um vizinho e colocou algumas gotas de óleo lubrificante na velha dobradiça e a porta silenciou-se, tranquila e obediente.
E o problema ficou definitivamente solucionado.

A lição é singela, mas muito expressiva.
Em muitas ocasiões há tumulto dentro de nossos lares, no ambiente de trabalho, numa reunião qualquer.
São as dobradiças das relações fazendo barulho inconveniente.
São problemas complexos, conflitos, inquietações, abalos...
Entretanto, na maioria dos casos nós podemos apresentar a cooperação definitiva para a extinção das discórdias. Basta que nos lembremos do recurso infalível de algumas gotas de compreensão e a situação muda. Algumas gotas de perdão acabam de imediato com o chiado das discussões mais calorosas. Gotas de paciência no momento oportuno podem evitar grandes dissabores. Poucas gotas de carinho, penetram as barreiras mais sólidas e produzem efeitos duradouros e salutares. Algumas gotas de solidariedade e fraternidade podem acabar com uma guerra de muitos anos. É com algumas gotas de amor que as mães dedicadas abrem as portas mais emperradas dos corações confiados à sua guarda. São as gotas de puro afeto que penetram e dulcificam as almas ressecadas de esposas e esposos, ajudando na manutenção da convivência duradoura.
Nas relações de amizade, por vezes, algumas gotas de afeição são suficientes para lubrificar as engrenagens e evitar os ruídos estridentes da discórdia e da intolerância.
Dessa forma, quando você perceber que as dobradiças das relações estão fazendo um barulho inconveniente, não espere que o vizinho venha solucionar o seu problema.
Lembre-se que você poderá silenciar qualquer discórdia lançando mão do óleo lubrificante do amor, útil em qualquer circunstância, e sem contra-indicação.
Não é preciso grandes virtudes para lograr ter êxito nessa empreitada. Basta agir com sabedoria e bom senso. Às vezes, são necessárias apenas algumas gotas de silêncio para conter o ruído desagradável de uma discussão infeliz.
E se você é daqueles que pensa que os pequenos gestos nada significam, lembre-se de que as grandes montanhas são constituídas de pequenos grãos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Histórias Com Moral


Acordar



Você sabe o que significa a palavra "acordar"?
Vamos fazer uma brincadeira e separar em sílabas da palavra acordar:
A-cor-dar. Viu?
Significa dar a cor, colocar o coração em tudo o que faz.
Existem pessoas que acordam às 6h da tarde. É isso mesmo!
Pela manhã caem da cama, são jogadas da cama, mas passam o dia todo dormindo.
E existem alguns, acredite, que passam a vida toda e não conseguem acordar.
Eu tive um amigo que acordou aos 54 anos de idade.
Um dia ele disse-me:
- Descobri que estou na profissão errada!
E ele já estava quase se reformando...
Imagine o trauma que esse amigo criou para si, para os colegas de trabalho, para a sua família!
Foi infeliz durante toda a sua vida profissional porque simplesmente não "acordou".
Eu, na época, era muito jovem, mas compreendi bem o que ele me estava tentando ensinar naquele momento.
Por mais cinzento que possa estar sendo o dia de hoje, ele tem exatamente a cor que dou a ele.
Sabe porquê ?
Por que a vida tem a cor que "a gente pinta".
O engraçado é que os dias são todos exclusivos, únicos.
Cada dia é um novo dia, nunca ninguém o viveu.
Ele está ali, esperando que eu e você façamos com que ele seja o melhor da nossa vida.
Os meus dias são os mais lindos da face da Terra porque eu os faço ser os mais lindos da face da Terra.
Acredite em si !
O universo é o limite!
Dê a si próprio a oportunidade de "a-cor-dar" todos os dias e compartilhar com os outros o que Deus nos deu de melhor:
o privilégio de ser e fazer os outros felizes.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Histórias Com Moral


Guiados por cegos


Já ouvimos muito falar da senhora idosa, num canto da rua, confusa e hesitante na tentativa de fazer a travessia diante de um tráfego intenso. Receosa, ela não conseguia sair do lugar. Finalmente apareceu um cavalheiro que, tocando-lhe, perguntou se poderia atravessar a rua com ela. Alegre e muito agradecida, a senhora tomou o seu braço e juntos partiram em direção ao lado oposto. Foi então que ela começou a ficar mais apavorada ao ver que o cavalheiro ziguezagueava pelo meio da rua enquanto buzinas soavam e travões eram acionados, com motoristas dizendo palavras ofensivas. Quando finalmente chegaram ao outro lado, ela, furiosa, disse-lhe:
- Você quase nos matou. Você caminha como se fosse cego!"
Ao que o cavalheiro respondeu:
- "Mas eu sou. Foi por isso que lhe perguntei se poderia atravessar junto com a senhora."

Em muitas ocasiões encontramo-nos aflitos e temerosos diante de situações difíceis e, aparentemente, sem solução. Ficamos fragilizados e hesitantes e, quando aparece alguém propondo uma saída, logo abraçamos a nova possibilidade sem o cuidado de verificar se estamos pisando terra firme ou dirigindo-nos a um precipício.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Histórias Com Moral


O Cego



Esta história passou-se em Paris nas margens do rio Sena, numa tarde cinzenta. Um publicitário passava por um mendigo cego todos os dias de manhã e à noite e dava-lhe sempre alguns trocos. O cego trazia pendurado no pescoço um cartaz com a frase:
"Cego de Nascimento. Uma esmola por favor".
Certa manhã, o publicitário teve uma idéia: virou o cartaz do cego ao contrário e escreveu outra frase.
À noite, depois de um dia de trabalho, perguntou ao cego como é que tinha sido o seu dia. O cego respondeu, muito contente:
- Até parece mentira, mas hoje foi um dia extraordinário. Todos os que passavam por mim deixavam alguma coisa. Afinal, o que é que o senhor escreveu no cartaz???
O publicitário havia escrito uma frase breve, mas com sentido e carga emotiva suficientes para convencer os que passavam a deixarem algo para o cego. A frase era:
"Em breve chegará a primavera a Paris, e eu não poderei vê-la".

A maioria das vezes não importa "O Que diz", mas "Como diz", por isso tenha cuidado na forma como fala com as pessoas, pois isso tem muito peso naquilo que quer dizer.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Histórias Com Moral


Ser feliz ou ter razão



Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar em casa de alguns amigos.
A morada é nova, assim como o caminho, que ela conferiu no mapa antes de sair.
Ele conduz o carro.Ela orienta-o e pede para que vire na próxima rua à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita.Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida.
Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Ainda com dificuldade, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde.
Mas ele ainda quer saber: "Se tu tinhas tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.E ela diz: "Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz.Estávamos a beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite".

Esta pequena historia foi contada por uma empresária durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho.
Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independente de tê-la ou não.
Desde que ouvi esta história, tenho-me perguntado com mais frequência:"Quero ser feliz ou ter razão?"
Pense nisso e seja feliz.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Histórias Com Moral


O Obstáculo mais Difícil da Vida



Um grande sábio tinha três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria.
Numa certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil no grande caminho da vida.
No auge da discussão, prevendo talvez consequências desagradáveis, o progenitor benevolente, chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.
Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.
O primeiro seria o portador de um rico vaso de argila preciosa.
O segundo levaria uma corça rara.
O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.
O trio recebeu a missão com uma entusiasmada promessa de serviço para a pequena viagem de três milhas; no entanto, a meio do caminho, começaram a discutir.
O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.
O pequeno séquito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada viajante permanecia atento às obrigações que diziam respeito aos outros, através de observações acaloradas e incessantes. Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho, olvida a própria tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho.
Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado.
O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, e o bolo perde-se totalmente no chão.
Desapontados e irritadiços, os três rapazes voltam a presença do pai, apresentando cada qual a sua queixa pela derrota.
O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:
-- Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso. O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias.

Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão eternamente esquecidas.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Histórias Com Moral


Além das aparências



António, um pai de família, um certo dia, quando voltava do trabalho conduzindo numa enorme fila de trânsito, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente e que vinha ultrapassando toda a gente e, quando se aproximou do carro de António, atravessou-se na sua frente, já que precisava atravessar para a outra via.
Nesse momento, a vontade de António foi de lhe chamar nomes e impedir a sua passagem, mas logo pensou :
- Coitado ! Se ele está tão nervoso e apressado assim...Se calhar está com um problema sério e precisando chegar logo ao seu destino.
Pensando assim, foi diminuindo a marcha e deixou-o passar.
Chegando em casa, António recebeu a notícia de que o seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital.
Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, a sua esposa veio ao seu encontro e tranquilizou-o dizendo :
- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer o nosso filho. Ele já está fora de perigo.
António, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até ao médico para agradecer.
Qual não foi sua surpresa quando percebeu que o médico era aquele senhor apressado para o qual ele havia dado passagem!

Procure ver as pessoas além das aparências.
Imagine que por trás de uma atitude, existe uma história, um motivo que leva a pessoa a agir de determinada forma.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Histórias Com Moral


O Carro



Era uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. As suas notas e comportamento eram uma decepção para os seus pais que, como bons cristãos, sonhavam em vê-lo formado e bem sucedido. Um belo dia, o bom pai propôs-lhe um acordo: "Se tu, meu filho, mudares o comportamento, e te dedicares aos estudos e conseguires ser aprovado para a Faculdade de Medicina, dar-te-ei então um carro como presente.
Por causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação. Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel. Isso era mau!
O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o grande dia chegou! Fora aprovado para o curso de Medicina. Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração. O rapaz tinha por certo que na festa o pai lhe daria o automóvel. Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e passou-lhe para as mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote. Para sua surpresa era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse. A partir daquele dia, o silêncio e distância separavam pai e filho. O jovem sentia-se traído e, agora, lutava para ser independente. Deixou a casa dos pais e foi morar no Campus da Universidade. Raramente mandava notícias à família. O tempo passou, ele formou-se, conseguiu um emprego num bom hospital e esqueceu-se completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão. Até que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu. Faleceu.
No enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, a Bíblia que tinha sido o último presente do pai e que havia sido deixada para trás. De volta a sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, quando colocou o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro dele. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um cheque. A carta dizia: "Meu querido filho, sei o quanto tu desejas ter um carro. Eu prometi e aqui está o cheque para que tu escolhas aquele que mais te agradar. No entanto, fiz questão de te dar um presente ainda melhor: A Bíblia Sagrada. Nela aprenderás o Amor a Deus e a fazer o bem, não pelo prazer da recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência".
Corroído de remorsos, o filho caiu em profundo pranto.

Como é triste a vida dos que não sabem perdoar.
Isso leva a erros terríveis e a um fim ainda pior.
Antes que seja tarde, perdoe aquele a quem você pensa ter-lhe feito mal. Talvez se olhar com cuidado, verá que há também um "cheque escondido" em todas as adversidades da vida.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Histórias Com Moral


A outra janela



A menina debruçada na janela trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte do seu cão de estimação. Com pesar observava atenta o jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se a sua felicidade estivesse sendo soterrada também. O avô que observava a neta, aproximou-se e envolveu-a num abraço e falou-lhe com serenidade: - Triste, não é verdade? A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância. No entanto, o avô que desejava confortá-la chamou-lhe a atenção para outra realidade. Tomou-a pela mão e conduziu-a para uma janela localizada no lado oposto da ampla sala. Abriu as cortinas e permitiu-lhe que visse o jardim florido à sua frente e perguntou-lhe carinhosamente: - Está vendo aquele pé de rosas amarelas bem ali a frente? - Lembras-te que foste tu que me ajudás-te a plantá-lo? - Foi num dia de sol como hoje que nós dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos e hoje olha como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas.A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer na sua face e abriu um largo sorriso mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre umas e outras das tantas rosas de variados matizes que enfeitavam o jardim.O avô, satisfeito por tê-la ajudado a superar o momento de dor falou-lhe com afeto: - Vê, minha filha. A vida oferece-nos sempre várias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza sem que possamos alterar o quadro, voltamo-nos para outra e certamente nos deparamos com uma paisagem diferente. Tantos são os momentos de nossa existência, tantas as oportunidades de aprendizagem que nos visitam no dia-a-dia que não vale a pena sofrer diante de quadros que não podemos alterar. São experiências valiosas da vida, das quais devemos tirar lições oportunas sem nos deixar tragar pelo desespero e revolta que só trazem infelicidade. A nossa visão do mundo é muito limitada.

Se hoje você está a observar um quadro desolador, lembre-se de que existem tantas outras janelas, com paisagens repletas de promessas de melhores dias. Não se permita contemplar a janela da dor.
Aproveite a lição e siga em frente com ânimo e disposição.
Agindo assim, o gosto amargo do sofrimento logo cede lugar ao sabor agradável de viver.