quinta-feira, 2 de abril de 2009

Histórias com Moral


Olhar de Amor


Foi um choque para aquela jovem mãe quando recebeu o diagnóstico de câncro.
Sucederam-se os tratamentos e, naquele dia, após o internamento, quando ela voltava para casa, sentiu-se muito triste. Ela estava consciente da sua aparência. Estava sem cabelos, por causa da radioterapia.
Sentia-se desencorajada. O seu marido continuaria a amá-la? E o seu filho? Ele tinha apenas seis anos.

Quando chegou em casa, sentou-se na cozinha, pensando em como explicar ao seu filho porque estava tão feia.
Ele apareceu na porta e ficou olhando-a, curioso. Quando ela iniciou o discurso que ensaiara para o ajudar a entender o que via, o menino aproximou-se e aconchegou-se no seu colo, quietinho, com a cabeça recostada em seu peito.

Ela acariciou a cabecinha do filho e disse: “você vai ver como daqui a pouco o meu cabelo vai crescer e eu vou ficar melhor, como era antes”.
O menino levantou-se, olhou para ela, pensativo. Depois, com a espontaneidade da sua infância, respondeu: “o seu cabelo está diferente, mãe. Mas o seu coração está igual.”
A mãe não precisava mais esperar por daqui a pouco para melhorar. Com os olhos cheios de lágrimas, ela se deu conta de que já estava muito melhor.

O essencial é invisível aos olhos, dizia o pequeno príncipe, no livro de Antoine de Saint Exupéry. Quem ama vê além da aparência física e é isto que ama: a essência.

Por isto os casamentos em que o amor é o autêntico laço de união perdura, apesar dos anos passados. Para quem têm olhos de amor, o olhar penetra além do corpo físico que perdeu um tanto do vigor e já não apresenta a exuberância plástica dos verdes anos.

Para esses, o amor amadurece a cada ano, solidificando-se a cada dificuldade enfrentada, a cada óbice superado, a cada batalha vencida.
Enquanto os cabelos vão sendo prateados pelo exímio pintor chamado tempo, e a artista plástica chamada idade vai colocando pequenos sinais na face, aqui e ali, o amor mais cresce.
O sentimento engrandece-se à medida que o passo deixa de ser tão vigoroso e um se apoia no outro para descer os degraus, para subir uma escadaria.

A solidariedade torna-se mais intensa, enquanto a vista embaça-se um pouco e o extraordinário computador que é o cérebro já não consegue fazer as corretas equações matemáticas, para aquilatar se dá ou não tempo para atravessar a rua. Uma mão segura a outra, muda, para afirmar: esperemos um pouco.

Envelhecer ao embalo do amor é maravilhoso. Desfrutar do aconchego um do outro é reconfortante.
Felizes os casais que envelhecem juntos. Felizes os filhos que sabem aproveitar da companhia generosa de pais e avós que o tempo alcançou.

De todos os momentos da vida os mais preciosos são os desfrutados com amor.
Quando as dificuldades se avolumam, os problemas crescem, os dias solitários chegam, é maravilhoso ter momentos de carinho para serem recordados.
Momentos que recebemos ou que ofertamos. Momentos que nos fizeram extremamente felizes. Momentos que, revividos, pelos fios invisíveis do pensamento, ainda nos reconfortam e aquecem o coração.
Por tudo isso, ame muito e permita-se amar por seus amores.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O Mundo Está Louco



Sérvia passa por cirurgia após fazer sexo com pinha

Uma mulher precisou passar por uma cirurgia num hospital de Belgrado, na Sérvia, após fazer sexo com uma pinha (espécie de flor do pinheiro americano).
"Ela estava sozinha, pegou uma pinha de uma árvore e, infelizmente, ficou presa. Foi necessário uma cirurgia para remover a pinha", explicou o médico Sava Bojovic.O incidente aconteceu na semana passada na capital sérvia, e os médicos precisaram de duas horas para remover os pedaços da pinha.
"Vejo muita coisa estranha no meu dia-a-dia", comentou um dos médicos, destacando que o incidente envolvendo a pinha foi um dos curiosos com o qual já deparou.


É caso para dizer que já nada o deixa espantado...

Será que há alguém por lá, que explique a esta mulher que existem objectos bem mais adaptados a estas "pequenas extravagâncias"?!?

Mas vendo bem as coisas, até que podia ter sido bem pior. É porque segundo consta a pinha estava fechada. Imaginem lá se estivesse aberta?

Dahhh....

Fora de Jogo

Ainda no rescaldo da escaldante Final da Taça da Liga


Cartoon do Dia

Criando a mulher perfeita

As Aparências Iludem...



POR FAVOR DESLIGUE O COTONETE

Sugestão Músical



Jeff Buckley

Jeffrey Scott Buckley (Anaheim, Califórnia, 17 de novembro de 1966 —- 29 de Maio 1997) foi um cantor, compositor e guitarrista norte-americano. Conhecido por seus dotes vocais, Buckley foi considerado pelos críticos umas das mais promissoras revelações musicais de sua época. Entretanto, Buckley morreu afogado enquanto nadava no rio Wolf, afluente do Rio Mississipi, em 1997. O seu trabalho e o seu estilo único continuam sendo admirados por fãs, artistas e músicos de todo o mundo.
Jeff Buckley passou a sua adolescência a ouvir diversos tipos de música como blues, rock e jazz. Após terminar o colégio, decidiu que a música seria o caminho a seguir. Com medo de ser comparado com o seu pai, Tim Buckley, em vez de cantar, Jeff decidiu inicialmente tocar guitarra, tendo ido estudar para o G.I.T (Guitar Institute of Technology). Diversas experiências vieram de seguida: Jeff trabalhou em estúdio, tocou em bandas de funk, jazz e punk e até mesmo na Banana Republic, de onde foi demitido após ter sido acusado de roubar uma T-shirt.
Em 1991, ao ser convidado para participar num show tributo a seu pai, Jeff resolveu cantar. A semelhança vocal com o pai (Tim Buckley) veio à tona nesse momento. Foi nesse tributo, também, que conheceu o ex-guitarrista da banda Captain Beefheart, Gary Lucas, que, impressionado com a sua voz, decidiu convidá-lo para integrar a banda Gods and Monsters. Afinada tanto nas performances ao vivo como nas composições próprias, Gods and Monsters estava prestes a assinar com uma editora quando Buckley decidiu abandonar o projeto por achar que um contrato, naquele momento, restringiria as suas ambições musicais.
No ano seguinte começou a apresentar-se sozinho (voz e guitarra) num bar nova-iorquino chamado “Sin-é”. Foi no "Sin-é", segundo o próprio Jeff, onde mais tocou e gostava de tocar. Um lugar pequeno, onde as pessoas iam para conversar e não para ouvir alguém cantar músicas desconhecidas. Mas foi pela diferença que Jeff Buckley conquistou as pessoas que frequentavam o lugar. Foi nesse pequeno bar, sem palco, que um dos empresários da Columbia o viu cantar e tocar. Em outubro de 92 assinou com a Columbia Records para a gravação do seu primeiro álbum a solo. Antes do álbum, Jeff decidiu fazer uma tournée pela Europa, e só depois gravaria o primeiro álbum em estúdio. Nesse periodo, acordou também, lançar um Ep com 5 músicas, gravadas no "Sin-é".
“Grace” chegou às lojas em agosto de 1994 e foi imediatamente aclamado pela crítica e por artistas como Paul McCartney, Chris Cornell, Bono Vox (“Jeff Buckley é uma gota cristalina num oceano de ruídos”) e Jimmy Page (“Quando o Plant e eu o vimos tocando na Austrália, ficamos assustados. Foi realmente tocante”). Apesar disso e de uma longa tournée de dois anos “Grace” vendeu muito menos do que o esperado. A música de Buckley era considerada leve demais para as rádios alternativas e pouco comercial para as rádios FM.
Em 1996, começou a trabalhar no seu segundo álbum e, contrariando a sua editora, que queria um disco mais comercial, chamou Tom Verlaine, do grupo Television, para a produção. Quando as gravações estavam prestes a encerrar, Jeff, insatisfeito com o resultado, decidiu que o material não deveria ser lançado e, assim, começou a compor novas canções. Foi o que fez até Maio de 97, quando finalmente chamou os colegas da sua banda para começar as gravações em Memphis, cidade onde morava na época.
No dia 29 de Maio de 1997, helicópteros sobrevoavam o Wolf River em busca de uma pessoa que ali havia desaparecido. Segundo o relato do amigo Keith Foti, Jeff Buckley resolveu parar para nadar naquele rio antes de se encontrar com a sua banda. Depois de alguns minutos, Foti foi até ao carro para guardar alguns objectos, enquanto ouvia Jeff a nadar cantarolando “Whole Lotta Love”. Quando voltou, não viu mais nada. Gritou por “Jeff” por quase dez minutos e, não obtendo resposta, decidiu chamar a polícia. O corpo de Jeff Buckley foi encontrado apenas uma semana depois, dia 4 de Junho, perto da nascente do Mississippi.
O álbum póstumo, “Sketches for My Sweetheart the Drunk”, foi lançado em 1998. “Sketches” é composto por gravações que Jeff fez com Tom Verlaine, mais músicas nas quais Jeff trabalhava antes de morrer.
Em 2000, “Mystery White Boy” veio relembrar Jeff nas suas performances ao vivo.
Em 2007 surge uma compilação com os melhores êxitos de estúdio e ao vivo, este álbum contém uma versão acústica de "So Real" gravada no Japão e uma versão de "I Know It's Over" dos The Smiths nunca antes editadas.
Apesar da morte trágica, Jeff Buckley tem vindo a conquistar novos fãs. Artistas como Radiohead, Coldplay e Muse não se cansam de mencionar Jeff como uma das suas principais influências. Além disso, “Grace” é constantemente citado como um dos melhores álbuns de Jeff Buckley passou a sua adolescência a ouvir diversos tipos de música como blues, rock e jazz. Após terminar o colegial, decidiu que a música seria o caminho a seguir. Com medo de ser comparado com o seu pai, Tim Buckley, em vez de cantar, Jeff decidiu inicialmente tocar guitarra, tendo ido estudar para o G.I.T (Guitar Institute of Technology). Diversas experiências vieram de seguida: Jeff trabalhou em estúdio, tocou em bandas de funk, jazz e punk e até mesmo na Banana Republic, de onde foi demitido após ter sido acusado de roubar uma T-shirt.
Em 1991, ao ser convidado para participar num show tributo a seu pai, Jeff resolveu cantar. A semelhança vocal com o pai (Tim Buckley) veio à tona nesse momento. Foi nesse tributo, também, que conheceu o ex-guitarrista da banda Captain Beefheart, Gary Lucas, que, impressionado com sua voz, decidiu convidá-lo para integrar a banda Gods and Monsters. Afiada tanto nas performances ao vivo como nas composições próprias, Gods and Monsters estava prestes a assinar com uma discográfica quando Buckley decidiu abandonar o projeto por achar que um contrato, naquele momento, restringiria as suas ambições musicais.
No ano seguinte começou a apresentar-se sozinho (voz e guitarra) num bar nova-iorquino chamado “Sin-é”. Foi no "Sin-é", segundo o próprio Jeff, onde mais tocou e gostava de tocar. Um lugar pequeno, onde as pessoas iam para conversar e não para ouvir alguém cantar músicas desconhecidas. Mas foi pela diferença que Jeff Buckley conquistou as pessoas que frequentavam o lugar. Foi nesse pequeno bar, sem palco, que um dos empresários da Columbia o viu cantar e tocar. Em outubro de 92 assinou com a Columbia Records para a gravação do seu primeiro álbum solo. Antes do álbum, Jeff decidiu fazer uma tourné pela Europa, só depois gravaria o primeiro álbum em estúdio. Nesse periodo, acordou também, lançar um Ep com 5 músicas, gravadas no "Sin-é".
“Grace” chegou às lojas em agosto de 1994 e foi imediatamente aclamado pela crítica e por artistas como Paul McCartney, Chris Cornell, Bono Vox (“Jeff Buckley é uma gota cristalina num oceano de ruídos”) e Jimmy Page (“Quando o Plant e eu vimos ele tocando na Austrália, ficamos assustados. Foi realmente tocante”). Apesar disso e de uma longa tourné de dois anos “Grace” vendeu muito menos do que o esperado. A música de Buckley era considerada leve demais para as rádios alternativas e pouco comercial para as rádios FM.
Em 1996, começou a trabalhar no seu segundo álbum e, contrariando a sua gravadora, que queria um disco mais comercial, chamou Tom Verlaine, do grupo Television, para a produção. Quando as gravações estavam prestes a encerrar, Jeff, insatisfeito com o resultado, decidiu que o material não deveria ser lançado e, assim, começou a compor novas canções. Foi o que fez até Maio de 97, quando finalmente chamou os colegas da sua banda para começar as gravações em Memphis, cidade onde morava na época.
No dia 29 de Maio de 1997, helicópteros sobrevoavam o Wolf River em busca duma pessoa que ali havia desaparecido. Segundo o relato do amigo Keith Foti, Jeff Buckley resolveu parar para nadar naquele rio antes de se encontrar com a sua banda. Depois de alguns minutos, Foti foi até ao carro para guardar alguns objectos, enquanto ouvia Jeff a nadar cantarolando “Whole Lotta Love”. Quando voltou, não viu mais nada. Gritou por “Jeff” por quase dez minutos e, não obtendo resposta, decidiu chamar a polícia. O corpo de Jeff Buckley foi encontrado apenas uma semana depois, dia 4 de Junho, perto da nascente do Mississippi.
O álbum póstumo, “Sketches for My Sweetheart the Drunk”, foi lançado em 1998. “Sketches” é composto por gravações que Jeff fez com Tom Verlaine, mais músicas nas quais Jeff trabalhava antes de morrer.
Em 2000, “Mystery White Boy” veio relembrar Jeff nas suas performances ao vivo.
Em 2007 surge uma compilação com os melhores êxitos de estúdio e ao vivo, este álbum contém uma versão acústica de "So Real" gravada no Japão e uma versão de "I Know It's Over" dos The Smiths nunca antes editadas.
Apesar da morte trágica, Jeff Buckley tem vindo a conquistar novos fãs. Artistas como Radiohead, Coldplay e Muse não se cansam de mencionar Jeff como uma das suas principais influências. Além disso, “Grace” é constantemente citado como um dos melhores álbuns de todos os tempos.


Discografia

1993 - Live at Sin-é
1994 - Grace
1995 - Live from the Bataclan
1998 - Sketches for My Sweetheart the Drunk
2000 - Mystery White Boy
2001 - Live À L'Olympia
2002 - Songs to No One 1991-1992
2002 - The Grace EPs
2003 - Live at Sin-é (Legacy Edition)
2004 - Grace (Legacy Edition)
2007 - So Real: Songs from Jeff Buckley

Hoje aqui vos deixo uma das músicas de Jeff que eu mais gosto. É uma prenda para todos os que visitam O Um Novo Olhar. Forget Her. Espero que gostem!





POR FAVOR DESLIGUE O COTONETE

Novo Acordo Ortográfico



Como já puderam reparar, Um Novo Olhar já está a aplicar a Novo Acordo Ortográfico.Dada a complexidade do processo, durante alguns meses utilizarei nos post´s a ortografia nova e a antiga, para o que peço a compreensão de todos os que o visitam.

Boas leituras!

Um Poema Para Ti



Coração Ausente...



Meu coração está ausente
Minha tristeza não tem fim
Quando as tuas carícias não sente
E não estás junto a mim


No longo caminho da vida
Que terei que percorrer
A fugir ao seu destino
Vejo almas a correr


Mesmo que queira não posso
Viver sem te recordar
A tua imagem ao passar
Meus olhos vão recordar


Páginas de um livro de perderam
Na quietude impassível dos tempos
Suas linhas, agora esvanecidas
Contavam lindas histórias
De amor e de lamentos

Histórias com Moral



Construindo Pontes


Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.
Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois amavam-se.
Mas agora tudo havia mudado.
O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta.
Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.
Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.
- Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. - Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.
Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.
O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando.
Já anoitecia quando terminou sua obra.
O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam.
Não havia qualquer cerca!
Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.
Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e disse: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.
No entanto, as surpresas não haviam terminado.
Ao olhar novamente para a ponte, viu o seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio.
Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.
O carpinteiro estava partindo com a sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias".
E o carpinteiro respondeu:
- "Eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir."

E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais anda distante?…

A Força do Amor



A distância nunca foi empecilho para que o amor se manifestasse.
Quando duas pessoas se amam de verdade, não existe a necessidade do contato físico para que o amor se manifeste e permaneça, pois o verdadeiro amor é mais espiritual do que físico.
O amor é um sentimento etéreo, não podemos vê-lo, mas sim, senti-lo.
Não se pode descrever como é o amor, mas podemos descrever toda a complexidade de sentimentos que ele desencadeia.
As revoluções que ele provoca no nosso interior.
Aquele que inventou a distância não conhecia a dor da saudade.
A distância impede que eu te veja, mas não impede que eu te ame.
Um desses sentimentos provocados pela ausência da pessoa amada, chama-se Saudade. E como essa tal de Saudade judia dos apaixonados distantes.
A saudade provocada pela distância, chega a ser um excelente teste, se não para cardíacos, mas para aferir a real força do amor existente.
Não há fator distância, nem fator tempo de ausência que poderá acabar com ele, ou fazer com que perca sua força, diminua de intensidade.
Muito pelo contrário, quase sempre um afastamento dá mais força para esse amor, pois a dificuldade para o contato físico, fará com que a parte espiritual do amor se desenvolva mais e mais.
E a força do amor está na alma.
É ela que comanda os sentimentos.
O cérebro comanda a razão, mas a alma comanda o coração.
Assim sendo, tem razão ao dizer que a “distância não impede que eu te ame…”.
Poderá, muito pelo contrário, fazer com que ame mais ainda.
Claro que o amor exige também o toque físico, o contato dos corpos e é isso que dá vida ao amor, que faz com que ele fique cada vez mais forte.
A necessidade de ver e tocar na pessoa amada, faz com que a saudade doa ainda mais quando a distância é inevitável.
Nesse caso, há que se ter uma força espiritual muito grande para que se possa sentir a presença do ausente.
Se duas pessoas se gostam de verdade, e por uma razão qualquer não podem estar juntas, não vai ser essa distância que determinará o fim desse amor, desde que se saiba administrar essa falta de contato físico, suprindo-o com a força do pensamento.
Tudo depende da força desse amor.
A distância sempre será um teste para aferir-se até onde alguém ama alguém.
E é por isso, que apesar de estarmos "longe", cada vez te amo mais...

Uma Música Para ti...



POR FAVOR DESLIGUE O COTONETE

terça-feira, 31 de março de 2009

Um Poema Para Ti



Sonho Moribundo


Dispo-me desta verdades inconsequentes e vazias
As primeiras horas de um dia debitam misérias
Falsas esperanças cravadas em faces desconhecidas
E como nos meus sonhos a vida desperta incerta

Vi-te ali no limiar da noite, entre a terceira e a quarta hora
A hora do adeus, da impossibilidade, do medo
As palavras atropelam-se por entre choros e lamentos
A realidade desperta-me para um pesadelo em forma de desejo

Dispo-me de sentimentos, perco-me na frieza do vazio
Amordaçado pelo desespero, abraçado pela dor
Fico mais uma vez sozinho, longe da verdade do amor
As tuas palavras soltas na incerteza do silêncio, o meu silêncio…

Quero ver para lá deste véu de desolação e medo
Quero ver de novo a verdade no teu olhar
Aquele olhar, aquela explosão interior, o teu amor
Fico abandonado nas asas de um sonho moribundo

Histórias com Moral


O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente


Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.

A sua cama estava junto da única janela do quarto.

O outro homem tinha que ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas e horas. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias…
E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma ténue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia passar:
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. .
Dias e semanas passaram. Uma manhã , a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. A enfermeira ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas passar alguma coragem para ele…

Moral da História:

Existe uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.
Se você se quer sentir rico, conte todas as coisas que você tem que o dinheiro não pode comprar.
‘O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente.’

Sem mais palavras...
Esta também a dedico a ti!!!

A Pensar em Ti



POR FAVOR DESLIGUE O COTONETE

Hoje Faço Anos



Lembrei-me de vir aqui escrever qualquer coisa porque hoje é o dia do meu aniversário...
Ando sem ideias, sem vontade para nada...talvez seja da idade, estou a ficar cada vez mais velho.
Hoje faço 36 anos. Não dormi, sai cedo de casa, bebi uma caipirinha ao meio-dia. Estou triste. Como deixei o coração cansar-se assim de mim? Como consegui chegar aqui?
Tenho o meu coração cansado... cansado de gostar e de deixar de gostar. Cansado de lembrar e ver, de ver a lembrança à minha frente, e a felicidade atrás de mim, cansado do presente, de ver e de comparar uma com a outra. Cansado de discutir, de não explicar, não perceber, não ser percebido, de perdoar e não ser perdoado. Tudo por causa do amor...
O amor desdiz-se. Desmente-se. Só não se desfaz porque não pode. O amor fica. Mas a vontade de amar azeda e a pressa de ser amado vai passando. O amor fica, para nos lembrar da nossa fraqueza, da nossa doçura, da nossa humanidade. Para nos fazer mais pequenos do que pensámos. Para nos proteger da esperança.

É assim a vida...

Hoje faço anos.
Deveria estar feliz...
...mas estou triste...

À Conversa com...








Pete Tha Zouk


Qual o teu verdadeiro nome?

António Pedro ( To Pê para os amigos)


Como iniciaste a tua carreira de Dj?

Uma tarde, um gira-discos, uma mesa de mistura e um CD, um grande amigo que me explicou como fazer o acerto das batidas (Obrigado Walter!!!) …e depois muitos dias e noites a treinar!


E a partir dai? Foi sempre em grande?

Não, andei alguns meses até decidir comprar o meu equipamento mas a partir desse dia, o "bichinho" ficou cá dentro.


Depois de comprares o teu equipamento, como é que as coisa de desenrolaram?

Foram muitas horas, sozinho no quarto a passar música para as paredes. Mas aquilo dava-me muito prazer.


O facto de seres algarvio e de estares radicado no Algarve, ajudou-te, por exemplo, a ter tempo para te dedicares de forma mais voraz aos "pratos"?

Acho que sim. Alias, acho que ser algarvio e estar radicado no Algarve, me ajudou também, a entrar pela porta grande no mercado nocturno do norte.


Qual é o publico que mais te cativa?

Sem querer regionalizar, sem dúvida que o do norte do país. São pessoas mais alegres, mais divertidas e bastantes mais abertas à noite.


Define o teu estilo musical como Dj.

HOUSE MUSIC


Em casa, o que ouves?

House e algum Chill Out (Café del Mar, etc).


Qual o disco que te marcou mais até hoje?

Ananda Project – Cascades of Colour


O que é, na tua opinião, necessário para ser um bom DJ?

Saber escolher o disco certo na hora certa, e alguma técnica de mistura.


Achas que um bom Dj deverá forçosamente passar pela produção? Porquê?

Não necessariamente, mas de facto ajuda…talvez não estivesse a fazer hoje esta entrevista se não tivesse feito um primeiro disco, não sei, mas de facto hoje em dia já começa a ser "quase" obrigatório. Até para fazeres os teus próprios edits de faixas.


E um bom produtor terá de passar pelo Dj´ing?

Nesse campo acho que já não…mas se descobrir que pode ser um bom DJ porque não?


Antes de cada set, preparas-te de alguma forma?

Não, faço talvez de vez em quando um edit especial para tocar num dia que pretendo.


Como explicas o actual termo "tocar" em substituição de "por musica"?

Acho que é a gíria dos DJs… no fundo um DJ é um músico a actuar, logo "toca" discos!!! : )


Quais os teus Clubs preferidos (presente e passado)?

Passado: Locomia , no Presente: Capitulo V e Vaticano


Qual a cabine ideal para ti? (marcas e modelos)

FINAL SCRATCH + Apple Powerbook, 2 TECHNICS SL 1210 MK5 , Mesa: RANE MP2016 c/ Equalizador XP2016 , 3 CDs PIONEER CDJ-1000 MKII, SOUNDBITE (C-Loops MK3) , Processador de Efeitos EFX-500, Bons e Potentes Monitores!


Pensas que alguma vez o CD ou outras fontes digitais substituirão o Vinil? Porquê?

A 100% acho que não, irá sempre existir o mercado e os apreciadores do Clássico Vinil, agora a realidade é que o digital veio para ficar…cada vez mais tens modelos de CDs com mais funções que são impossíveis de serem recriadas se usares apenas Vinil.

Como é que se explica que o Algarve, depois da Locomía se tenha tornado num deserto para a música de dança. Ou se preferires, como é que se explica, que a Kadoc não tenha ocupado o lugar deixado vago pelo desaparecimento da Locomía?

Mais do que a quantidade brutal de djs que passaram pela Locomía, esta beneficiava, de alguns factores muito importantes, nomeadamente, a sua localização com vista mar e as dimensões ideias da "main room". Actualmente, a discoteca Kadoc só não aposta porque não quer. Pese embora tenha à frente alguém com visão, há forças por detrás dificeis de explicar.Enfim...


Qual é o dj internacional que mais admiras?

Danny Tenaglia. Não em termos técnicos pois aí, até nem é nada de especial mas, na selecção musical e no global dos seus "sets", é fantástico.

O que dispensavas na dance scene portuguesa?

A burocracia que é necessária para poderes organizar uma ou mais festas sem serem nos Clubs habituais…tipo em praias, à tarde, castelos…enfim !!!


Qual tua opinião sobre os "acessórios" utilizados por grande parte do público com vista a tornar uma noite, física e psicologicamente, mais activa?

A decisão cabe a essa mesma parte do público, com toda a informação existente sobre efeitos e reacções desses acessórios são do conhecimento geral…


Como algarvio, já conseguiste definir algo que falte ao Algarve, de forma a tornar-se especial?

Tenho dificuldades em entender, as limitações impostas nas praias da região em ralação a festas quer de dia quer de noite. O Algarve, tem tudo para, como acontece em Ibiza, ser um verdadeiro sonho mas, os anos passam e continua tudo na mesma, com limitações atrás de limitações. Não dá para perceber.


Conta-nos um episódio curioso ou caricato que tenhas assistido ou que se tenha passado contigo.

São tantas festas que nem me lembro…talvez ter tocado uma faixa de 2 produtores que são os Nashless Voice…e quando a toquei, ter visto que eles estavam a sentir algo que já havia sentido á alguns anos atrás. Fiquei contente, foi uma sensação muito boa.
Aqui ficam os agradecimentos ao To Pê... Dá-lhe gás!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Fora de Jogo

Factos e Curiosidades do Dia


18 de março


1940
O ditador da Alemanha Adolf Hitler acertou com o italiano Benito Mussolini a participação da Itália na II Guerra Mundial

1962

Um acordo assinado com a França tornou a Argélia independente e acabou com a guerra civil provocada por fundamentalistas islâmicos.

1965

O astronauta soviético Alexei Leonov tornou-se a primeira pessoa a andar no espaço.

1977

O piloto de Fórmula 1 José Carlos Pace morreu aos 32 anos num acidente aéreo.

1992

A Microsoft lançou o Windows 3.1, a versão mais popular do sistema operacional antes do surgimento do Windows 95.



Nasceram neste dia...

1690 - Christian Goldbach, matemático prussiano (m. 1764).
1792
- António José de Sousa Noronha (na imagem), militar e estadista português (m. 1860).

1858
- Rudolf Diesel, engenheiro alemão (m. 1913).


Morreram neste dia...
1584
- Ivã IV da Rússia (n. 1530).

1871 - Augustus De Morgan, matemático britânico (n. 1806).
1907 - Marcellin Berthelot, político e químico francês (n. 1827).

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A mãe, Sandra Cardoso, vai levar o caso a tribunal

Aluna admite estalo a docente
"Só me defendi. Dei-lhe um estalo depois de ela me bater. Não me quis explicar porque queria que eu fosse outra vez de castigo para a sala de estudo", explicou ao CM a aluna de 13 anos que agrediu uma professora anteontem na escola EB 2,3 Aires Barbosa, em Esgueira, Aveiro. As declarações da estudante e dos pais, revoltados com o sucedido, contrariam a versão oficial da escola, que adiantou que tudo ocorreu numa aula quando a menina "mal comportada, repetente e com um trajecto escolar atribulado" não acatou uma ordem. "Os pais dizem que ela é muito nervosa mas isso não é desculpa", referiu a presidente do Conselho Executivo da escola, Elsa Jorge. A professora agredida teve de ir ao hospital. A conclusão do inquérito será hoje conhecida, tal como a sanção disciplinar.

"Se a minha filha for transferida, a professora também tem de ser", disse a mãe, Sandra Cardoso, que chamou a atenção para as pisadelas que a filha ostenta, prometendo levar o caso a tribunal. Na Quinta do Simão, Cacia, Aveiro, familiares e vizinhos estavam irritados.

"Não tinha o direito de bater na minha filha", continuou a mãe, desempregada, de 32 anos, que tem mais cinco filhos menores. Uma das filhas, com 14 anos, também estuda naquela escola. "Se a professora tivesse carinho pelos alunos isto não tinha acontecido, andava a implicar com ela há três meses", lamentou o pai.

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Gato pede esmola com cartaz: "preciso de dinheiro para comprar peixe"


Gato pede esmola numa cidade da Bielorussia. Animal permanece no local com um cartaz, que diz: 'preciso de dinheiro para comprar peixe'. Felino não abandona o seu lugar e protege o dinheiro apenas com o olhar. A proprietária do gato fica nas proximidades.

Segundo o site 'englishrussia.com', a mulher disse que tinha salvo o gato, mas, como já contava com outros animais de estimação, não poderia alimentar todos eles. Por isso, ela decidiu levá-lo junto para pedir esmola na cidade.


Ele há com cada uma...

Cantinho das estrelas


Beto e Ruth Marlene muito próximos


Conheceram-se durante uma festa na discoteca BBC, em Lisboa, e desde então têm estado inseparáveis. Sempre que vem a Portugal, Beto faz questão de estar com Ruth Marlene, que também já fez muitos quilómetros para passar uns dias com o novo amor. Recentemente, a cantora deslocou-se a Huelva – cidade onde Beto joga – só para namorar com o futebolista.

'Eles já estiveram juntos várias vezes e sempre que vem a Lisboa o Beto está com a Ruth. Ainda estão a conhecer-se, e para já não querem assumir nada, mas é verdade que estão a gostar um do outro', revelou uma amiga da cantora, acrescentando que esta está bastante interessada no jogador do Huelva: 'Desde que ficou sozinha que a Ruth não se tinha interessado por ninguém mas com o Beto está a ser diferente. Só o tempo dirá se vai correr bem ou não – mas posso dizer que eles estão bastante interessados um no outro e que, em breve, podem mesmo assumir a relação.'


À Conversa com...

Tem hoje inicio neste blog, um espaço onde irei entrevistar algumas figuras públicas da nossa praça. Para começar, tenho o prazer de vos apresentar aquele que é o homem forte da Discoteca kadoc, em Vilamoura. Custódio Guerreiro, o responsável pelo sucesso de uma das melhores casas de diversão noturna do país.






Custódio Guerreiro



Um sem número de pessoas sempre tentou denegrir o teu nome e imagem. Quais são as razões porque julgas que isso acontece?

Sempre fiz o que acho que estava correcto para o bem da Kadoc, do staff, dos clientes e por ultimo por mim; por isso há sempre gente que de nada é capaz mas critica como Luis de Camões dizia " velhos do Restelo ", enfim temos de saber viver com eles


Hoje, com te sentes?

Sinto-me orgulhoso daquilo que consegui, o Algarve e Portugal pode se orgulhar de ter uma Discoteca que é conhecida em todo o mundo.


Se hoje fosse possível alterar alguns passos no seu trajecto, o que farias?

Não me costumo arrepender do que faço, pois pondero bem todos os passos e aqueles em que errei tento aprender e tentar não os voltar a cometer


Alguma vez abdicaste da tua vida pessoal em detrimento da Kadoc?

Acho que praticamente todos estes 21 anos que estou a na noite, primeiro na Trigonometria e depois na Kadoc


Ainda tens sonhos?

Sim, nunca podemos deixar de sonhar, apesar dos tempos serem outros.


É possível recuperar os grandes anos da kadoc?

Como te disse os tempos são outros, mas tudo se recupera e não concordo com aqueles que desistem, todos podemos levantar cabeça e ir para a frente.


Perfilhas da ideia, de que os profissionais da noite, dão mais de si do que recebem de compensação?

Completamente, mas também há muitos que vivem em ilusões e fantasias e fazem-se passar por heróis e quando se olham ao espelho e meditam sentem medo de si próprios.


Liderar uma discoteca como a kadoc, exige lealdades e muita frontalidade. Sendo a noite fértil em casos e um espaço, onde existe sempre alguém a querer o lugar do parceiro, como é que se sobrevive?

Temos de ser astutos e precaver-mo-nos, pois na humanidade existe a inveja e é perigosa não porque nos destrói mas porque complica as coisas.


Aceitas que ao longo dos anos, o teu sucesso incomodou muita gente?

Se incomodou não o fiz por isso, sempre a pensar nos clientes e empregados.





Sentes-te um craque?

Não, sou uma pessoa simples igual as outras que cresceu pobre, soube dar valor a vida e lutou por tudo o que tem honestamente e com respeito por todos.


Como é que se consegue, chegar aos 18 anos de vida de uma kadoc sempre na boca do mundo?

Tentando estar na vanguarda da animação e de sempre surpreender o seu público.


Em termos de imagem da casa, como é que as coisas se processam?

Um estilo para todos, liberal, onde há um espaço para todos, dentro de uma certa qualidade.


Aceitas que o "target" e imagem da casa se foram alterando com o tempo?

Neste momento que se vive, onde todos apregoam a "crise", todos os empresários se amedrontam e as pessoas, então ninguém gasta dinheiro, ninguém investe e os empresários despedem gente, ora a noite desleixou-se um pouco e as casas para sobreviverem deixam entrar toda a gente e é claro aquele que se vestia bem para sair começa a ver que é o único e ou não sai ou sai conforme vem do trabalho.


Como é que encaras a concorrência?

A concorrência é saudável e faz muita falta, quanto mais melhor leva mais gente a vir para a rua, a sair e depois faz com que as casas entrem em competição, não se acomodem.


Como vês a manutenção da discoteca Black Jack, isolada em Vilamoura, mas sempre a dar cartas no mercado?

Aquela gente é de se tirar o chapéu, pois lutam e lutam para conseguir manter o nome em voga, também têm a responsabilidade da renda, coisa que a kadoc não tem nem o Kiss e penso que mais nenhuma, Ubi, Katedral.


Como definirias o Verão 2008? E a Passagem do ano?

A kadoc passou por uma fase do Tecno onde outros interesses se levantaram e claro todos aqueles clientes que a kadoc possuía viraram-se para outro lado ou deixaram de sair e agora nestes últimos anos tem vindo a recuperar e bem, cada vez que abre é mais um sucesso e vamos batendo recordes dos últimos anos, sempre a subir em facturação, clientes, e qualidade.


Achas que vão continuar a fechar mais casas?

Claro é a lei da vida, só resistem os melhores, faz parte da Natureza; " na selva só sobrevivem os mais fortes e são esses que depois têm possibilidade de procriar".


Admiras alguém em especial?

Na noite e dos que conheço bem, admiro José Manuel Trigo, acho-o com uma visão daquilo que o Algarve necessita, de qualidade e muita atenção com o cliente; quanto aqueles que me definiram como sou hoje aprendi com o Francisco Rocha e uma pessoa muito especial a nível de lidar com a noite e os clientes, Tó Domingos; e claro nos últimos anos os meus patrões cada um tem o seu estilo de levar a noite e claro nós tiramos partido daquilo que mais tem a ver connosco e aprendemos, vemos como eles fazem e tentamos fazer melhor ainda, conjugando tudo o que aprendemos ao longo da vida.


O negócio da noite já não é o que era?

Não e esta a vista de todos, mas pelas razões que disse atrás, anunciam uma crise que depois se torna em bola de neve.


Toda a gente fala na crise? O que pensas disso?

Também já te respondi, eu sou uma pessoa positiva e ambiciosa não atiro a toalha ao tapete sem mais nem menos e ninguém gosta de se aproximar de cães magros e com pulgas, se anunciamos o todos os ventos "aia a crise, ai a crise" toda a gente tem medo e resguarda-se, e depois ainda há os empresários que se aproveitam e despedem mais uns quantos com a desculpa da crise; não devemos esconder os problemas, mas devemos assumir e enfrentá-los.


Em relação ao curso de gestão que estás a tirar, está quase na fim?

Falta um ano, estou a gostar muito de ter voltado a estudar e talvez continue; meti-me nisto por ser o primeiro na minha família a frequentar a Universidade, mas queria ser um exemplo para os meus filhos, enquanto tiver tempo e possibilidades vou continuar.


Pensas seguir uma carreira na área em que te vais licenciar?

Sim


Sonhos, acalentas algum?

Muitos, mas ainda gostava um dia ser util a sociedade geral, talvez um cargo politico, não sei, adoro quando vejo aquela casa cheia e toda a gente a se divertir, eu preocupado com que tudo corra bem, noites de passarem por ali 13.000 pessoas e tudo nas minhas mãos, não pode falhar nada, é incrivel depois sentir o resultado do nosso trabalho.


E pronto, aqui ficou a primeira entrevista de muitas que se irão seguir.
Aqui fica o meu muito obrigado ao Custódio Guerreiro pelo tempo dispensado. Por tudo quanto tem feito por aquela casa, ele merece o reconhecimento.